
No escuro da dança das ilusões passos descompassados foram guiados na contramão.
Com asas de algodão alcei vôo na ponte que separa a tormenta silenciosa de sentidos sonoros que invadem a mente que inquieta não para.
Emoções inventadas norteiam o caminho trilhado com a bussola de devaneios que me orienta.
Pousei no porto de águas calmas que me enlouquece com sua mansidão e rasgo as amarras imaginarias...
Só assim descubro o prazer de me sentir.
Me liberto...
Na explosão me entrego e confesso, a deriva é a unção do meu porto que não me cabe, e mesmo ferida me esvaio em sangue e um sorriso na alma me persegue.
(Ro Primo)










