domingo, 13 de fevereiro de 2011

Descuido



Bebo uma saudade que não me cabe,
Que reflete em lágrimas
E apaga o brilho da constelação
que já foram meus olhos,
em um passado não muito distante.

Aprecio o escuro da noite,
Onde me escondo das artimanhas
das minhas emoções
Um ar de mistério me persegue e,
Caminho sem saber ao certo onde estou

Descuido.

A mudança da fase da lua expõe
Minha face oculta tão escondida
Pela escuridão.

E apesar das incertezas admito,
É hora de recomeçar

E a sombra das minhas curvas se movem lentamente
Na luz do luar e,
Ao dominar meu fingimento

Sigo sem olhar para trás.
(Ro Primo)

9 comentários:

Glauber Vieira disse...

Como diria Fernando Sabino, devemos fazer da queda um passo de dança. Foi uma maneira muito bonita de falar em desilusão e recomeço.

Celso Mendes disse...

Da beleza das palavras e imagens não houve qualquer descuido.

Beijo, Ro.

Milene Souto disse...

Sempre difícil, mas necessário o recomeço... muito bom, beijos.

http://melodiaemversos.blogspot.com

Jose Nelson Matos disse...

Rose,parabens pelo blog. Esta intenso e com palavras poeticas unicas.

Jose Nelson Matos

Encontros e Desencontros disse...

Obrigada pela visita, fico muito feliz, voltem sempre. Beijos

Renata de Aragão Lopes disse...

"Sigo sem olhar pra trás".

Não há como fugirmos disso.

Beijo,
Doce de Lira

Poemas do Jorge Jacinto disse...

:-) adorei! Parabéns! Abraços Jorge.

Poemas do Jorge Jacinto disse...

:-) Muito bom! Gostei demais! Abraços, Jorge.

Giovani Iemini disse...

bacana, hein!